Quem somos

Somos um coletivo em Porto Alegre que pensa, pratica e divulga Relações Livres, uma forma específica de não-monogamia.

Não-monogamia significa, simplificadamente: poder se relacionar afetiva e sexualmente com mais de uma pessoa, ao mesmo tempo, com consentimento de todas as pessoas envolvidas.

R-li (lê-se érre-li) é abreviatura de Relações Livres.

Já “Rli-E” é o nome de nosso coletivo, que congrega pessoas das origens deste movimento em Porto Alegre. O debate e a vivência de relações livres, começou aqui no Rio Grande do Sul há cerca de dez anos, no contexto da efervescência intelectual que caracterizava os Fóruns Sociais Mundiais.

O que significa esse “-E”?

A letra “E” que identifica o nosso coletivo tem um sentido de adição: ela destaca ser possível amar E permanecer livres. Manter relações densas E relações mais leves, ao mesmo tempo. Estar disponível aos amores E às paixões, vivenciando uma gostosa multiplicidade de afetos.

Portanto, não se trata de colecionar relações sem vínculo, e sim de poder se abrir a mais de um relacionamento ‘sério’ ao mesmo tempo, se essa for a vontade das pessoas envolvidas.

No coletivo, procuramos levantar o debate sobre questões práticas tanto quanto sobre aspectos filosóficos e éticos, buscando embasamento para construir uma sociedade na qual a monogamia deixe de ser a norma condicionante, tal como se apresenta nos dias de hoje.

 

Qual a diferença entre relações livres e outras formas de relações não-monogâmicas?

Relação livre é uma das formas de não-monogamia. Há muitas outras, como poliamor, casamento aberto ou suingue, por exemplo.

Simplificadamente, a especificidade das relações livres está em combinar com sua companhia afetiva/sexual que cada pessoa será autônoma para decidir com quem se relacionará afetiva e sexualmente. Esse é o ponto de partida da relação livre.

Há quem se relacione não-monogamicamente a partir de outros combinados. Por exemplo, o de que sempre se pedirá permissão para namorar outra certa pessoa; ou de só poder se relacionar com outras pessoas em viagens; ou somente se não houver envolvimento emocional, entre outros inúmeros arranjos possíveis.